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Sabe como é a periferia de Londres?

O que se entende por periferia? Conceitualmente, se tratam de regiões distantes do centro. No Brasil e, em cidades como São Paulo, por exemplo, muitas das áreas periféricas são locais com mais vulnerabilidade social e com menos opções, em termos de transporte público, para acessar as regiões centrais, além de haver raras alternativas de lazer e cultura para a população. Mas não podemos esquecer os condomínios de luxo (Alphaville e Granja Vianna, em SP) inspirados nos subúrbios norte-americanos, mas esses locais são questões a parte. Em resumo, “periferia” é algo que tampouco tem a ver com uma mera localidade, sendo mais ligado a questões socioeconômicas no Brasil.

No caso de Londres, é possível achar bairros da periferia com população de baixa renda, mas também existem localidades afastadas do conglomerado central repletas de belas casas. Assim como bairros de classe média, com circuito cultural atraente e considerados lugares “queridinhos” para visitar.
Enfim, nós selecionamos dois desses bairros. Confira abaixo mais informações sobre eles e bom passeio!

Brixton

Localizado ao sul da cidade, o bairro está entre os 35 maiores de Londres. Mas a fama da localidade está no cenário cultural. Por lá, cresceram personalidades como David Bowie. O bairro também é composto por população imigrante, cerca de 24 %, inclusive, é de nações africanas e também do Caribe. Mas existem muitas pessoas que residem lá por gerações. Brixton também é uma opção interessante, em termos de bares.

Além da cena musical vibrante, a região também possui um dos mercados municipais mais famosos de Londres, que traz produtos africanos, portugueses e de muitas outras localidades. Lá é possível encontrar uma variedade de alimentos.

De qualquer forma, para quem se interessa por roteiros gastronômicos, existem opções de passeios que levam o turista ao mercado e também a restaurantes, com especialidades da gastronomia contemporânea. Alguns desses passeios são feitos a pé, e as opções pagas já incluem lanches. Os preços podem chegar ao equivalente a US$ 66 por pessoa. Esses passeios duram, em média, duas horas, dependendo do roteiro. Consulte mais informações aqui.

Whitechapel

O bairro periférico ficou muito conhecido em algumas obras literárias, como clássicos de Charles Dickens. Além disso, por lá ocorreram os assassinatos praticados por Jack, o estripador, um dos criminosos mais conhecidos e temidos dos últimos tempos. Na época de Jack, o bairro era o local com os maiores índices de violência da cidade, isso no século 19.

Hoje, muitas das esquinas do bairro se tornaram pontos turísticos e atraem parte dos turistas que chegam a cidade. Whitechapel possui população multiétnica e hoje abriga um comércio variado, além de atrações para quem gosta de moda, cultura e gastronomia. Inclusive, a famosa rua Brick Lane tem
muitas opções em restaurantes indianos. Lembrando que Brick Lane também conta com vida noturna agitada.

E em relação a moda e vestuário, Whitechapel possui brechós com peças que atendem a gostos variadíssimos. Há lugares com roupas de décadas como 60, 70, 80, etc. O bairro é mesmo um verdadeiro retalho cultural, com influências e referências étnicas diversas. A visita vale a pena!

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Letícia Veloso

Letícia Veloso

Jornalista com experiência em rádio, TV e web at monvoyage.net.br
Muita predileção por literatura, filmes de arte, destinos turísticos exóticos e heavy metal clássico.

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